segunda-feira, 28 de setembro de 2015

Eu não tenho mais saco


Ola meus queridos(as)

Olha, precisa de muita paciência (que eu já não tenho mais) para não mandar tomar no meio do olho do c@... Hoje é o dia que estou na universidade, só atendo o celular se for da escolinha do I. e uma gigante emergência (da mesma forma que proíbo os alunos de usarem o celular durante as aulas o mesmo se aplica à mim). Lá pela hora do almoço, só tinha umas 10 ligações perdidas do Caiçara... e não contente, um email dizendo que não queria infernizar minha vida mas que eu atendesse suas ligações e blablabla... A doença da pessoa é tão grande, que não passa na cabeça dele que simplesmente não atendi porque estava OCUPADA. Porque tenho uma vida, porque não estou a disposição 24 horas por  dia. Claro que não, o mundo continua girando em torno do seu umbigo e SE eu não atendi é porque não quis falar com ele (bom, também tem essa possibilidade, mas hoje não foi o caso). 

Honestamente, não tenho mais saco! Ando cada dia mais sem paciência para ele, suas maluquices, seus blablablas... sempre arrumando uma desculpa para ligar. Agora é a carteira de trabalho (nem trabalho o cara tem, qual a urgência na carteira de trabalho?). Nenhuma, mas enfim, mandei pelo correio, sei lá porque ainda não chegou, parece que o correio esta meio em greve e consta, no número do protocolo, que foi entregue no endereço do destinatário. Pronto, a maldita carteira agora é a bola da vez... e uma mala que ficou aqui em casa (se pudesse, desci para praia AGORA, levava a merda da mala e a carteira de trabalho, só para ver qual será a próxima desculpa). 

Esse final de semana, o I. não quis falar com ele no telefone. Alias, pela primeira vez na minha vida, fiquei com vontade de dar um tapa na cara dele por ver meu pequeno chateado, triste, escondido em baixo do seu edredon dizendo que nunca mais queria falar com o papai. Contornei a situação da menor forma possível, enchi ele de beijos, chocolate, descemos para piscina e logo ele esqueceu e voltou a ser o I. feliz de sempre!!! Claro que recebi um email seu, estou muito triste porque o I. não falou comigo e blablabla... Meu, jura? Você esta triste? Vai tomar no meio do olho do seu c@! 

quarta-feira, 23 de setembro de 2015

A Batata


Ola meus queridos(as)

Temos um novo membro na família, ela é minúscula, peluda, fofa, carinhosa resgatada diretamente das ruas de São Mateus (nem me perguntem onde é isso, só sei que é ainda nesta cidade, lá para zona leste), e chama-se Batata (foi o I. que escolheu o nome). A Batata é mais uma das dezenas de gatos que minha mãe resgata por ai, e quando digo por ai, é literalmente em qualquer canto, qualquer lugar, desde esgoto, terreno baldio, árvore etc... não concordo muito com essa quase compulsão da minha mãe em transformar sua casa num gatil MAS fazer o que? Já sugeri que ela criasse uma ONG pelo menos e organizasse esses resgates e adoções MAS ela não me escuta... Sei que ela faz de coração, ela ama os bichinhos (e todos eles, inclusive os gatinhos mais velhinhos, doentes e sofridos que jamais serão adotados pois são ariscos demais... para ela sem problemas, fica todo mundo com ela). Uma vez vi a conta do pet shop, ração, pedrinhas, remédio e honestamente, dá para alimentar umas 4 famílias por vários meses... Mas o dinheiro é dela. Enfim, existe esse lado da minha mãe que me enlouquece e comove ao mesmo tempo!

Mas a novidade é a Batata, o I. simplesmente esta apaixonado, até demais; coitada da gata, ele não deixa ela em paz um segundo. O I. adora bicho, qualquer bicho, agarra cachorros desconhecidos no meio da rua, queria "roubar" o jabuti do meu pai que tem uns 20 anos (ele escondeu na mochila para levar para casa, pode?), quando ele chega na casa da minha mãe sai correndo atrás dos pobres gatinhos, a maioria deles são bem velhinhos e não conseguem fugir... e dá-lhe arranhada. Você acha que o I. se intimida? Até arranhão na cara levou e não desisti!!! E tem o Juca, até eu quero uma lambida matinal do Juca. Ele é um Golden Retrivier lindíssimo, fofíssimo que mora aqui por perto e religiosamente esta passeando na mesma hora que levo o I. a pé para escola, nos encontramos todas as manhãs, e o I. se joga em cima daquele tapete carinhoso de pêlos e babas... Gostoso Juca!!! 

Lembra muito meu Drago, meu gigante de 4 patas, meu companheiro, meu amigo que faleceu um pouco depois do I. fazer um aninho... e até hoje, quem o conheceu, sente sua falta! Um dia escrevo um post só dele, pois ele merece bem mais que isso! 

Seja bem vinda Batata, e com você um novo ar encheu nosso lar, uma nova alegria, uma nova bagunça... e no presente momento, encontra-se os dois tranquilamente dormindo na caminha do I. (acho que ela já achou seu cantinho). 

Pouca fé?


Ola meus queridos(as)

Ainda estou digerindo os últimos acontecimentos, claro que ele ligou, acabei atendendo e mais uma vez fui desagradável e mandei todos eles irem fazer uma gigante terapia familiar, com direito a psiquiatra, remédio tarja preta, internação e sei lá eu mais o que for necessário para estacionar essa insanidade coletiva.

Mais uma vez escutei ele dizendo que sua recuperação é tudo, que será um pai para o I. e blablabla... a questão é que, eu não acredito mais; ao ponto de realmente ser sarcástica... pode parecer cruel, mas eu não tenho fé nenhuma que algum dia ele finalmente entrará em recuperação e passará o resto da sua vida limpo e sereno. Mas o que eu acho ou acredito é irrelevante para o resto do mundo (importa apenas para mim), e espero de coração estar errada; só o tempo dirá. Não consigo mais nem "fingir" que acredito na sua recuperação... tanto que desta vez fiquei mais puta com a prepotência da irmã dele em me "culpar" e se ver no direito de me ligar gritando do que a recaída dele em si. Recaiu? É mesmo, pois é... nada de novo (sério, estou bem assim). Antigamente, quando ele recaia eu até me preocupava, me importava, tentava ser assertiva... hoje, foda-se. 

Gostaria de poder dizer à vocês que acredito na recuperação de qualquer pessoa, toda nossa filosofia Nar-Anon... não mais, porém, por favor, cada um é cada um; e o que retrato aqui é apenas a minha vivência, as minhas experiências. Talvez a minha fé seja pequena, talvez minha racionalidade me impeça de acreditar no sobrenatural e em milagres... Talvez, todos esses anos foram minando minhas esperanças de vê-lo inteiro, saudável, pleno e livre das drogas. 

É muito triste isso que vou confessar, não tenho bola de cristal, não sou juiz para sentenciar ninguém, mas ele vai morrer escravo das drogas... Pode demorar, pode não demorar...

Espero que me prove o contrário, pois não desejo essa vida para ninguém, muito menos para o pai do meu filho.

segunda-feira, 21 de setembro de 2015

Gente louca


Ola meus queridos(as)

Aqui estou eu vivendo a minha vida quando recebo uma ligação no meio da tarde, do outro lado a irmã do Caiçara completamente fora de si, gritando, me culpando por ele ter recaído e blablabla... Quando eu engrossei também e iria desligar, o santo J. pegou o telefone, mas não fez muita diferença. O que EU tenho haver com isso? Eu não sou responsável por ele, são as suas escolhas... Conversei com o Caiçara ontem no telefone, avisei que estamos viajando (eu, o I. e meu meteorologista), tentei ser amiga e desliguei. Segundo eles, depois disso o Caiçara se enlouqueceu, enfim, resumindo a ópera, a CULPA é minha que ele recaiu. E que eu sou a sua obsessão (até ai pode ser, MAS de novo, o que eu tenho haver com isso?). No auge da maluquice, o outro disse daria meia dúzia de $ para o Caiçara vir para cá...Uh! Claro que não, na minha casa não; já fiz o que podia e o que não podia; já me prejudiquei, psicologicamente e financeiramente e CHEGA! Olha, quando eu acho que já vi de tudo... sempre consigo me surpreender! E mais uma vez chego a conclusão que quanto mais longe eu fico desse manicômio, melhor para mim. Não atendo mais ligação nenhuma de NENHUM deles... gente louca.

Confesso que tentei ser amigável, compreensiva e me re-aproximar MAS não dá, são universos muito distantes, realidades completamente outras, lá as pessoas se xingam, gritam, batem; só drama, novela mau escrita que precisa ter um vilão, e esse vilão sou eu. Engraçado eles me atribuírem esse poder todo, se realmente tivesse, usaria esse poder para fazer ele parar de usar drogas NÃO continuar usando... gente louca. 

O cara é adicto sei lá eu a quanto tempo, eu caio de para-quedas nessa estória (a família dele sempre soube e nunca abriram o jogo), fiz das tripas o coração, estendi minha mão um bilhão de vezes, acreditei, apoiei, ajudei, rios de dinheiro... mas a culpa é minha, gente louca.

O cara foi criado na base da porrada, apanhando dia sim dia não, nunca foi reconhecido em nada, alias pelo contrário, podado, com alguém sempre puxando a descarga das merdas que ele fazia, não apreendeu a se responsabilizar por nada, inclusive sua vida mas a culpa é minha... gente louca.

O cara não sabe lidar com seus sentimentos, frustrações, mágoas; é agressivo, violento e fuma todas as pedras de crack que ele conseguir mas a culpa é minha... gente louca.

De gente louca na minha vida, eu estou sossegada. 

P.S: No fundo eu entendo que eles estão desesperados, perdidos, sem saber o que fazer com essa bomba na mão, que é o Caiçara na ativa. Mas honestamente, isso não é problema meu e para quem ainda não entendeu, EU NÃO SOU RESPONSÁVEL POR ELE! 





sábado, 19 de setembro de 2015

Pedro, meu amigo


Ola meus queridos(as)

Ele foi meu primeiro "amor" (se é que eu sabia o que era "amor")... Mas algo dentro de mim mudou, quando o vi, trilhões de borboletas se mexiam dentro do meu estômago. Eu tinha 10/11 anos no máximo, mas antes de tudo ele foi meu amigo!

Foram as férias mais memoráveis da minha infância (e não foi para Disney, nem para o Caribe, nem para Europa), foi numa praiazinha perdida no litoral norte de SP chamada Toque-toque Grande (alias não faz o mínimo sentindo, pois Toque-toque Grande é a menor praia, e a outra Toque-toque pequeno é a maior...). Mas naquela época, a única coisa que importava é que estávamos indo para praia, e iríamos ficar na casa de uns amigos dos meus pais, e suas filhas, que eram muito amigas minha e da minha irmã! Era quase uma vila, ruas de terra, sem supermercado, sem barulho, sem nada... só a praça da igreja e aquele mar imenso, azul, nosso playground. Eu, só queria acordar e sair correndo por ai! O  litoral norte de SP era um paraíso escondido, uma jóia preciosa... muito diferente do que é hoje, uma pena. 

Ele era o filho do caseiro, Pedro, uma criança como nós, mas sabia tudo do mar, e pescava! Um dia nos encontramos num final de tarde na praia, e ele estava saindo com seu barquinho/canoa e perguntou se eu não queria ir junto. Claro, e foi o por do sol mais inesquecível, principalmente porque meus pais gritavam enlouquecidos da praia exigindo que a gente voltasse enquanto seu barquinho se distanciava da costa e a gente só ria! Ficamos de castigo aquele dia...

Ele era sensível, ele era simples, ele não sabia o que era metro nem video game, ele era uma cria daquela natureza; tão diferente dos meninos que eu conhecia da escola, uns pentelhos. E assim passei meus dias, andando com ele pelas trilhas da mata atlântica, pelos lugares secretos que só ele conhecia (cavernas, cachoeiras), colecionando conchas, limpando as redes de pesca, sentados no banco da praça, deitados na areia contando as estrelas a noite, nadando no mar até não conseguirmos mais ver a praia.

Quando acordava de manhã e escutava ele no portão me chamando, algo dentro de mim batia mais forte, e saia correndo cheia de felicidade e borboletas; e lá íamos nós explorar as praias desertas, os tesouros escondidos pelos piratas, nadar pelados nas cachoeiras, subir nas árvores, roubar cachos de bananas, pescar com sua varinha de bambu, e contrariando tudo e todos, sair com sua canoa mar a fora! 

Mas as férias estavam acabando, ele sabia, eu sabia... e num final de tarde, sentados na praia, seu pé cheio de areia encostando no meu, seu braço salgado me abraçando; nos beijamos. Meu primeiro beijo, seu primeiro beijo... o universo parou por um minuto, e tudo fez sentido! E aquele minuto existe até hoje dentro de mim! Ele me deu um colar de conchas (que ele fez), disse que nunca iria me esquecer e me amaria para sempre... Usei esse colar por vários anos até a minha infância acabar e ele se quebrar,  guardei as conchas na caixinha de lembranças assim como nosso beijo salgado.

No dia seguinte, não consegui esconder minhas lágrimas enquanto subíamos a serra, queria escrever pelo menos (já que nem telefone existia), meu pai explicou que o correio também não chegava lá; mas existem outras formas que as pessoas se comunicam, através do coração! Lembro que tocava no rádio uma música do Milton que até hoje me leva até ele: Canção da América. "Amigo é coisa para se guardar do lado esquerdo do peito, mesmo que o tempo e a distância digam não... o que importa é ouvir a voz que vem do coração"...

P.S: Para vocês que nasceram com celular, iPad, internet pode parecer estranho...mas existiu um tempo que foi assim, é era bom!

Sem nome


Ola meus queridos(as)

Não sou de asistir TV aberta (alguns canais a cabo e olhe lá), muito menos novela das 7, das 8 e menos das 11 (nem sabia que o negócio se estendeu para madrugada quase...), MAS escutei muito sobre a repercussão de uma personagem na tal novela das 11 que acabou se viciando e agora vive na cracolândia. Então, lá fui eu tentar ficar acordada para assistir um pedaço disso na sexta a noite. 

É... confesso que até para mim que já fiz trabalho voluntário por lá, foi um tapa na cara, mas a realidade é essa. Fiquei feliz (não pela situação), mas pelo fato dessa realidade estar sendo descaradamente retratada numa novela, sem pudor ou meio termo. O desespero, a dor, a destruição total do ser humano, a busca incessante pela droga; não há mais limites ou princípios, se você tiver que roubar ou transar com o traficante, que seja. Você vive (ou melhor morre) com o único intuito de usar mais drogas, uma completa escravidão, nada mais existe ou faz sentido, tudo gira em torno de conseguir mais uma pedra e por alguns segundos fugir para o nirvana. Claro que esse é o estágio terminal da adicção, e espero que poucos de nós tenhamos vivenciado isso, MAS esse é o fim quando a doença não é tratada e estacionada. Não tenho como florear muito, só existe este fim se o adicto não escolher parar de usar drogas. Ele pode morrer de overdose (o que é raro), ele pode morrer em decorrência das suas atividades ilícitas e violência das ruas (na maioria dos casos), ou, mais triste, simplesmente definhar, lentamente até deixar de existir e morrer como um indigente, sem nome.

Nunca me esqueço de uma menina, literalmente uma criança com seus 12/13 anos, a mãe completamente entregue ao crack, elas moravam num "barraquinho" ali na rua Helvétia (o coração da cracolândia para quem não é de SP), nem pergunte pelo pai porque é inútil; andava imunda, esfarrapada, os piolhos pulavam do seu cabelo, descalça, agarrada a uma boneca encardida, pedindo qualquer coisa para qualquer um. Algumas pessoas do comércio local por dó, davam uma coxinha, um suco, um par de chinelos; e ela perambulava naquela sujeira, naquele limbo enquanto a mãe passava o dia inteiro se drogando. A primeira vez que tentamos conversar com ela, simplesmente ela saiu correndo como um bicho acuado e se enfiou lá para dentro (a partir de um certo ponto, ninguém entrava... só a polícia e na base da porrada). É uma fronteira invisível, nenhum assistente social, nenhuma ONG, nenhum missionário, nenhum agente de saúde ousava cruzar (ou se tentar, a primeira vez você é convidado a se retirar, na segunda você é ameaçado e na terceira...nem tente). 

Aos poucos ela foi se aproximando, o truque foi uma boneca nova, um pacote de balas, um vestido limpo; mas quando conversávamos sobre a possibilidade dela "deixar" a mamãe que estava doente e ir passar um tempo na escola (a ONG articulou um internato muito bacana para que ela pudesse ser acolhida, com o aval da agente social); ela saia correndo de novo. E assim foram vários meses... pequenos avanços e grandes retrocessos. 

A última vez que a vi, parecia que 30 anos tinham se passado; sua carinha de criança envelhecida, entristecida, sua ingenuidade roubada, seus sonhos de apreender a ler destruídos. Ela estava completamente drogada e grávida... e não queria mais uma coxinha, e sim dinheiro. Uma infância perdida, um ser humano que nunca teve nem uma chance de ser amando e cuidado; e a única coisa que apreendeu na sua curta existência foi dor e sofrimento; e que o mundo é cruel e escuro.

Ela disse que se chamava Maria... morreu esfaqueada numa briga de traficantes pouco tempo depois, e foi enterrada como indigente, sem nome.

P.S: Não consegui mais continuar esse trabalho voluntário na cracolândia depois disso, chorei uma semana sem parar, deixei flores e uma boneca onde ela foi enterrada, e hoje ajudo de outras formas. Mas confesso, não sou tão forte como achava que fosse; e estar no batalhão de fronte é para os fortes mesmo! E deixo aqui meu amor e respeito por todos os voluntários que se aventurão por lá! 






quarta-feira, 16 de setembro de 2015

O Nada e o Tudo


Ola meus queridos(as)

Porque nos prendemos a tantas coisas que não nos dizem nada? Absolutamente NADA! É hábito? É rotina? É medo? É o que exatamente que nos amarra no NADA?!!! Eu me prendi, me enrosquei, me emaranhei neste NADA por tanto tempo, e hoje, olhando para trás, parece tão simples, tão óbvio deixar o NADA para trás, por que o NADA não diz nada... não cria nada, não acrescenta nada. E quando deixamos o NADA para trás, abre um espaço que agora pode (e deve) ser ocupado com o TUDO! Tudo de bom, tudo de lindo, tudo de cor, tudo de amor... 

Mas para que o TUDO hoje tenha importância, talvez o NADA precisasse ter existido... E esse TUDO não é absoluto, dogmático e sim um tudo que completa, um tudo que une, um tudo que abraça o resto, um tudo que faz sentido; um tudo que traz paz e amor! Não é um TUDO de querer tudo e ter tudo, pelo contrário, é um TUDO que preenche, que agrega, que compartilha, que une... e diz TUDO! 

É o TUDO que completa a falta do NADA! O TUDO é um abraço de urso, um vento que balança as folhas da árvore, o sorriso de alguém que passa na rua, uma palavra de carinho, um obrigada, uma noite silenciosa, uma música que toca seu coração, uma janta gostosa, um bom dia inesperado, as ondas do mar acalentando seu sono, o nascer do sol... um beijo.

Que esse TUDO que sinto hoje, possa ser o tudo a todos vocês meus queridos!

P.S: Hoje, meu amor se estende sem régua! E que chegue a cada um de vocês... no momento que se encontrem, olhem para o TUDO, e não deixem o NADA ocupar esse espaço dentro de vocês!!!! Mega beijos de borboletas...