sexta-feira, 9 de maio de 2014

A arte de cozinhar


Ola meus queridos(as)

Recuperada da dengue (ainda uma dorzinha de cabeça chatinha) , semana véspera do dia das mães (programações mil, desde da escolinha do I. até o velho e bom tradicional almoço de dia das mães, que eu me prontifiquei a fazer, ainda não decidi o menu; vou esperar a inspiração chegar!). Eu gosto de cozinhar, reunir as pessoas em volta de uma mesa, vê-las felizes saboreando algo que EU fiz... é uma sensação muito boa! Procuro receitas novas, converso muito com o Caiçara (difícil concorrer, né o cara é cozinheiro profissional), comida é uma grande parte da minha vida e não porque eu coma muito, ao contrário, depois da cirurgia bariátrica passei por um processo de re-educação alimentar além de que não cabe (o tamanho do meu estômago é um terço do seu)! Eu odeio ir em shopping center, agora me convida para ir no empório Santa Luzia; nirvana! Cozinhar é uma arte!

Já passei várias situações "chatas", lembro uma vez a muitos anos atrás quando a mãe do Caiçara nos convidou para almoçar (alguma ocasião especial), estava tudo muito gostoso mas, como sempre, comi um pouquinho e todo mundo notou, come mais minha filha... não gostou da comida? Vai explicar que não é nada disso... Oi desculpe mas a uns 8 anos atrás eu pesava 110 kg e fui submetida a uma gastrectomia vertical reduzindo o tamanho do meu estômago e diminuindo a produção de grelina, logo eu não sinto muita fome e como bem pouco e não tem nada haver com o seu tempero. Outra clássica foi com a sogra da minha irmã, ela é simplesmente a "matriarca" da Calábria, ela FAZ as massas em casa com todo seu aparato diretamente importado da Itália; provavelmente passa a semana inteira se preparando para o almoço de domingo, sua cozinha é um santuário da culinária italiana (molho de tomate comprado é pecado)... Depois do terceiro almoço, quando ela com lágrimas nos olhos disse não entender porque eu não comia mais um pedaço da sua lasanha abri o jogo.

Ultimamente andamos cozinhando bastante juntos, preparando o jantar conversamos sobre os eventos do dia, um espaço acolhedor, neutro, tranquilo e assim, com carinho e respeito o cação ao molho, o talharim ao pesto, o purê de mandioca, o suflê de alho-poró entre tantos outros pratos ficam prontos com o tempero mais importante, amor. 


sexta-feira, 2 de maio de 2014

É gripe? Não...


Ola meus queridos(as)

Semana complicadíssima, o I. evoluiu para um quadro infeccioso, acabamos parando na pediatra e dá-lhe antibiótico! Ele está uma manteiga, derretendo de tanta carência... e eu com uma dor no corpo absurda à alguns dias, dor de cabeça, mal estar generalizado quando descubro que a vizinha (é da casa do lado da minha, mais a empregada da vizinha e o motorista da vizinha estam com dengue). Pronto, o que era uma mega gripe virou dengue, segundo a sorologia que deu positivo (fiz o exame hoje).

Olha, já morei em várias áreas endêmicas (principalmente o litoral) mas NUNCA imaginei pegar dengue em plena Vila Madalena! Perdi a contas de quantas vezes estive no sudoeste asiático (outro foco de dengue) e NADA... A sensação é que fui atropelada por um caminhão, só isso. Dói tudo! 

Momento caça ao mosquito; multirão revirando metade da reserva ecológica (isso aqui não é um jardim e sim uma APA - área de proteção ambiental), vaso, grama, árvore... liga para o jardineiro, socorro! E nada (veio do vizinho mesmo)... Segundo momento, comprar todos os SBPs e colocar em TODAS as tomadas da casa, é sério, se você quiser ligar a TV vai ter que tirar o SBP da tomada... Eita! E na maluquice entra a minha mãe para ajudar que acabou de chegar com um mosquiteiro para colocar na cama do I., como que eu vou pendurar esse negócio no teto (e pior, ele vai se enrolar nesse treco)? E assim meus planos de um final de semana na praia vão por água a baixo... e o tempo estará bom (segundo meus amigos meteorologistas, 28 graus). 

Então meus queridos, não é gripe... é dengue! 








segunda-feira, 28 de abril de 2014

Ser feliz ou ter razão?


Ola meus queridos(as)

Esse seria o ideal (ter os dois), mas quantas vezes não nos desgastamos em discussões intermináveis apenas para provar que temos razão e acabamos infelizes... Como se fosse uma queda de braço, no final parabéns; você ganhou mas está exausta e triste. Eu vivi uma boa parcela da minha vida brigando para "provar" que eu tinha razão; hoje sempre me pergunto antes de entrar neste comportamento: até que ponto isso é importante? Eu até posso ter razão mas vale a pena comprar essa briga?! Perder minha serenidade e depois ficar infeliz MAS com razão? 

Não, hoje não quero ter razão e sim ser feliz, fazer o outro entender, aceitar o meu ponto de vista, os meus argumentos (racionais) não pesam mais... isso não significa que virei uma estátua, muda e passiva; longe disso, apenas não sinto mais aquela necessidade de sempre "sair por cima" numa discussão, apreendi meus limites e tirar o time de campo quando ganhar  o jogo simplesmente será um placar, um número que nada acrescentará no meu potinho de felicidade. 

Para quem sempre foi a dona da verdade (como eu), requer muito mas MUITO controle, não é natural pois meu instinto é entrar no jogo; mas fui lentamente moldando, criando mecanismos de alerta, opa! Vamos ficar por aqui pois esse jogo eu conheço. E no fundo tanto faz se o outro reconhecer que você tem razão ou não, se você sabe que tem razão; essa é a única pessoa que importa, você!

E desde quanto a sua felicidade esta vinculada aos outros acharem que você tem razão? Desde quando sua felicidade esta vinculada a qualquer outra coisa que não seja você e suas escolhas? Demorei muito tempo para entender isso... tão simples. 

sábado, 26 de abril de 2014

Chernobyl nos ensina


Ola meus queridos(as)

Assisti um documentário da BBS sobre Chernobyl, para os mais novos que não lembram, a 28 anos atrás houve um desastre de proporções enormes num reator da usina nuclear de Chernobyl, na Ucrânia. 2600 km2 de território (incluindo cidades, vilarejos) hoje são chamados de "the zone", toda a população foi evacuada e a área foi classificada como não habitável devido aos elevados índices de radiação; apenas alguns pesquisadores tem permissão para fazer trabalhos de campos no "the zone"por um curto espaço de tempo . 

Pois é, 28 anos depois, tal área SEM nenhuma presença humana tornou-se um santuário de lobos, alces, bisões, gaviões, marmotas etc... todo um ecossistema funcional, e por mais que os pesquisadores estudem, saudável (apesar dos níveis de radiação altíssimos ainda nos dias de hoje). Só abrindo um parênteses, o processo de geração de energia nas usinas se dá através do bombardeamento de átomos de urânio enriquecido, aonde os mesmos são fissionados (dai fissão nuclear); e apenas para ilustrar a meia vida do urânio é algo em torno de 4 milhões de anos... Logo, nenhuma surpresa que a área continue contaminada (e estará PARA nós humanos por um bom tempo)!

Mas a vida floresce, a natureza sempre encontra um caminho quando NÓS saímos do caminho... fiquei impressionada com as matilhas de lobos indígenas se reproduzindo entre os escombros do que antes foi uma das cidades mais modernas e tecnológicas da antiga União Soviética, Pripyat; a tundra quebrando o que sobrou de asfalto; os gaviões fazendo seus ninhos em torres abandonadas... uma cidade fantasma literalmente sendo invadida pela natureza! Invadida não, simplesmente a natureza reconquistando o seu espaço; um ecossistema totalmente em equilíbrio voltando ao seu status quo antes do expansionismo industrial stalinista do começo do século XX. 

E porque estou escrevendo tudo isso? Bom, primeiro porque sou meio nerd mesmo (até ai nenhuma novidade) e esses documentários me interessam; segundo porque é uma grande lição que o planeta nos deixa! De um acidente nuclear, contaminando uma área enorme da qual estamos banidos (para sempre); a vida se adapta, surge, reconquista seu espaço e prolifera.  A vida deste planeta não precisa de nós, NÓS é que precisamos deste planeta... 



sexta-feira, 25 de abril de 2014

Pequena homenagem a futura mamãe


Ola meus queridos(as)

Hoje gostaria de fazer uma pequena homenagem a uma companheira, uma mulher que caminhou milhas e milhas, foi ao inferno e voltou, apreendeu a duras penas a importância de SE amar primeiro sem nunca deixar de amar os outros... 

Uma mulher que plantou, semeou o amor, o carinho, a compreensão; abraçou nossa irmandade e hoje esta colhendo os frutos; e que fruto mais lindo que cresce dentro dela!!!! Esse pequeno ser, tão esperado, já tão amado por essa mãe maravilhosa... São essas histórias de força e esperança que alegram tanto o meu coração. 

Minha companheira querida, aproveite cada segundo desta gravidez, curta cada chutada na barriga, abrace os kilinhos a mais, e continue cultivando o amor! A vida em eterna renovação.

Que essa nova vida seja mais um tesouro na sua estória! 




quarta-feira, 23 de abril de 2014

Perdoar


Ola meus queridos(as)

Final de feriadão tranquilo, I. na sua sonequinha da tarde, Caiçara acabou de sair pra ir trabalhar (é meu amigo, agora é correr atrás do prejuízo, alias ele trabalhou o feriado inteiro) e eu simplesmente em paz... Porém refletindo sobre alguns acontecimentos recentes. 

Bom, o rapaz que teve a infeliz idéia de casar com a bruxa evangélica (o companheiro de clínica do Caiçara) entrou em contato comigo uns dias atrás, fui honesta sobre a recaída, enfim, não tenho absolutamente nada contra nem a favor desta pessoa (que eu mau conheço, alias nem lembro dele durante as visitas quando estavam internados juntos), mas houve uma aproximação com uma realidade que não me interessa.  Ele pediu para ser meu "amigo" no face (pois é, a internet chegou ai manicômio), aceitei, e pronto, tudo que ele vê, a bruxa evangélica também... principalmente o I. . Comentei com o Caiçara que o rapaz tinha ligado e sugeri que ele entrasse em contato, para que... Ele ligou, acabou falando com a bruxa evangélica (o rapaz estava na sala, da-lhe NA) e pronto, todo aquele sentimento voltou, toda aquela minha vontade de estrangular ela ressurgiu, tudo que eu venho lutando tanto para conquistar deixei escorrer pelos meus dedos, e acabamos discutindo. Entendo que ela é irmã dele, infelizmente não escolhemos isso, mas NÃO é a família do I., eu abomino absolutamente tudo que eles são, fazem e pregam.  Eu deixei bem claro que não haverá contato nenhum, zero... ele ficou chateado, justificando que é a família dele... é pois é, pode até ser, mas não do meu filho.  A bruxa evangélica comentou que o I. esta lindo (claro que ela viu as fotos), que nós estivemos na praia recentemente e nem sinal de vida e mais blablabla... 

E ai? Simplesmente excluo o rapaz assim ELA não terá acesso a absolutamente nada da minha vida? Será que estou sendo intransigente demais? Será que tenho o direito a não querer nada com aquela gente? Eita... Porque tudo isso ainda me incomoda tanto?

A resposta é, porque ainda não perdoei.... Não perdoamos as pessoas que nos pedem perdão (ela jamais fará isso), perdoamos a nós mesmos e depois isso extende-se ao outro. E ai complica, pois absolutamente NADA dentro de mim está pendente; eu já me perdoei; e honestamente, essa pessoa não faz parte da minha lista de reparações pois, eu nunca a prejudiquei (muito pelo contrário, a prejudicada fui eu sempre).  Será que ainda espero que um dia este ser entenda o que fez à todos nós? Não, não espero nada de um ser quase "não"ser... Honestamente, tenho mais admiração e respeito por uma minhoca do que por ELA.

quinta-feira, 17 de abril de 2014

Navegar


Ola meus queridos(as)

Essa semana (que teoricamente acaba amanhã, feriadão) foi de tudo um pouco! Segunda o I. estava super gripado (consequências de ficar correndo pelado pela praia e entrar na água gelada da bica do Costão), não foi na escola. Terça ainda estava meio doentinho, mesmo com uma pilha de coisas para fazer achei melhor não levá-lo na escolinha. Qual a minha surpresa quando o pessoal da escola liga avisando que uma das crianças foi diagnosticada com H1N1, pronto, momento pirei! Antes de entrar em pânico, liguei para a única pessoa que escuto na minha vida, meu pai... Ele me acalmou, consegui falar com a pediatra, os sintomas não batem e assim ele ficou em casa a SEMANA inteira! Engraçado, no começo pensei com meus botões o que fazer com o I. a manhã inteira sozinha, socorro! A babá só chega meio dia... e se eu chantagear ela, pagar dobrado, implorar... nada deu certo, ouvi um sonoro SE VIRA! E acreditem, eu me virei!!!!! Apreendi que meu filho não gosta de backyardigans, adora encaixar as peças do lego, desenhar na lousa, se lambuza de requeijão e quando fica cansado fala que vai "mimi", se enrola no edredon (como eu) e dorme. E assim tive a oportunidade de conviver com meu pequeno... as vezes acho que não conheço meu filho, prioridade, passar mais tempo com ele.

A sala foi maravilhosa, consegui fazer a reunião painel sobre o primeiro passo que tinha planejado semana passada (mais não deu né? Se nem coordenar eu consegui, imagina fazer um estudo de passos... menos ainda). O grupo fluiu muito bem, tivemos várias companheiras contribuindo e assim, mais uma vez faço as pazes comigo e lembro o que realmente vale a pena!!!! Além de ter sido muito bom para mim, pois precisei realmente voltar lá trás e ESTUDAR o primeiro passo (fazer o exercício do círculo, olhar para dento dele, mais uma vez admitir minha impotência perante o adicto e trilhões de outras coisas... um mergulho gostoso no mar da recuperação)! E assim ergo as velas do meu barquinho novamente, e vamos navegar!

O Caiçara levantou, voltou para programação e honestamente, sinto que ele esta se esforçando. Mais do que isso, é criar expectativas... o que eu não faço mais!